Após receber bilhete do filho dizendo “Você é uma péssima, mãe”, confira a resposta:

Após receber bilhete do filho dizendo “Você é uma péssima, mãe”, confira a resposta:

12 julho, 2018 0 Por Jovens Cristãos

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração, e não pregar o olho a noite inteira no serão, é andar na correria preparando mamadeira ao som de uma tremenda choradeira” já cantava Inezita Barroso na Rádio Nacional nos anos 50.

No entanto, apesar de tudo, as mães e mulheres continuam a ser criticadas por não serem ‘perfeitas’ quando chega a hora de criar os filhos.

A advogada e estudante de psicologia Fernanda Monteiro resolveu desabafar nas redes depois de ter passado por uma situação nada agradável.

Mãe de Dhiogo, 14 anos, e Enrico, 6 anos, a advogada contou na rede o que se passou com ela quando foi jantar fora com o filho menor e o marido Caio.

Segundo ela, o menino já tinha comido e estava com sono, por isso ela levou junto o tablet para ele se distrair enquanto os pais jantavam.

Mesmo assim, o garoto acabou adormecendo nas cadeiras do restaurante. No entanto, uma mulher que estava no mesmo restaurante resolveu deixar um bilhete onde dizia: “Você é uma péssima mãe”.

“Na verdade, não sei por qual motivo ela escreveu uma coisa dessas, se foi porque ele estava dormindo na cadeira ou porque ele não comeu nada, quem sabe lá se foi por causa do tablet”, disse Fernanda.

A advogada falou como é difícil receber uma crítica apenas direcionada à mãe: “Achei tudo muito mal não apenas pelo bilhete mas por ter sido endereçado a mim, como se o pai também não tivesse a obrigação de cuidar”.

Fernanda fez questão de falar sobre o machismo que é reproduzido também por muitas mulheres que não se apercebem do esforço que as mulheres fazem para criar os filhos.

“As mulheres são as maiores machistas que temos na sociedade, pois com esse tipo de atitude elas ajudam a perpetuar o machismo. Não é justo uma mãe trabalhar o dia inteiro e ainda ter que ouvir uma coisa dessas”.

Leia o relato na íntegra:

Hoje eu e meu marido fomos jantar fora e levamos junto o nosso filho caçula. Como o restaurante é perto de nossa casa, fomos caminhando até lá. Eram 8 da noite, a hora que meu marido chega do trabalho e também a hora que meu filho vai deitar, depois de ter tomado banho e jantado. Mas nesse dia tive a ‘ousadia’ de levar uma criança com sono para jantar no restaurante.

Para distrair o Enrico, levamos junto um tablet, mas não adiantou de nada porque ele adormeceu em 3 cadeiras que eu coloquei do meu lado. Uma senhora loira, que estava jantando sozinha, deixou o recado agressivo que vocês estão vendo na fotografia. ‘Você é uma péssima mãe”, era o que estava escrito.

Graças a Deus a vítima dela fui eu, porque ela não me conhece de lado nenhum e portanto não conhece todo o sacrifício que tenho feito para ser ‘uma boa mãe’, ela não sabe quantos sonhos eu abandonei para ser a tal ‘boa mãe’. Culpa não é meu problema. Sabe o que pegou? Ela escreveu que eu sou uma péssima mãe como se meu marido não estivesse do meu lado, como se ele não tivesse nada a ver com isso. E não estou sendo feminista.

Mas não é estranho que ela não tenha escrito: “Vocês são péssimos pais”? Por que raios sou a culpada de deixar uma criança indefesa, feita de cristal, dormir nas cadeiras do restaurante? Mas que mãe é essa que a sociedade espera das mulheres? Talvez seja a mãe que trabalha fora e faz um turno suplementar quando chega à casa, a mãe que abandona a carreira para cuidar dos filhos, a mãe que apanha quieta dentro de casa, a mãe, a santa, a pura, a virgem.

Gente, é por causa desse tipo de coisa que homens e mulheres estão ficando doidos. Estamos deprimidos, cansados, esgotados. É muita cretinice julgar a vida alheia. É muita desonestidade menosprezar os homens enquanto pais – tenho certeza que meu marido e tantos outros são tão responsáveis quanto eu na criação dos nossos filhos – e estão orgulhosos disso.

É muita maldade idealizar a maternidade baseada em matérias de Facebook, que fazem propaganda de um ideal de vida incompatível com a vida das pessoas comuns como eu e vocês que estão lendo este post.

Desabafei…não é meu costume fazer isso, aliás mal entro no Facebook, mas senti que precisava denunciar essa ignorância, essa violência que sofri, porque não estou sozinha – somos muitas as mulheres que são ainda reprimidas por outras mulheres que querem nos fazer voltar a um tempo de submissão”.

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